domingo, 18 de dezembro de 2011

Capitulo IX - Sangue derramado e visões

As aulas, depois dos acontecimentos anormais, correram bem até ao intervalo do almoço. Tinha-mos acabado a aula de educação física e eu, a Matilde e o Miguel fomos todos almoçar. Decidi-mos ir pelo caminho mais curto mas também o mais assustador… Passamos pela casa de banho dos nossos pesadelos.
Miguel: Entramos?
Eu: Sim.
Matilde: Eu não, vão vocês…
Eu: Anda lá, Matilde. Se não vais ficar aqui no escuro, SOZINHA!!
Em pouco tempo, a Matilde já se tinha levantado e veio connosco. Entramos e vimos uma casa de banho horrorosa…
Eu: Aposto que nem tem água.
Aproximei-me do lavatório e dei um grito.
Miguel: O que foi? Tás bem?
Eu: O… la…lava… tório… tá com… SANGUE A DERRAMAR!
A Matilde aproximou-se e deu outro grito.
Miguel: Escusavas de gritar para o meu ouvido.
Matilde: Desculpa…
Aproximei-me e toquei no sangue. Fiquei cheia de dores de cabeça.
Eu: Pessoal, vamos embora… Não me tou a sentir bem…
Comi muito mal. No intervalo estava com o Miguel. Comecei a sentir-me muito mal outra vez e acabei por desmaiar.
Tive um sonho do tipo visão, estava na casa velha. Sai a correr e deparei-me com uma montanha. Estavam-me a escorrer lágrimas dos olhos. Corri pela montanha fora e… acordei. Estava na enfermaria da escola. O Miguel tinha-me levado para lá.
Miguel: Ângela? Já acordas-te?
Eu: Miguel… Tive um sonho do tipo visão estranho…
 
Miguel: Espera um pouco, deixa-me ver o teu dedo indicador.
O meu dedo tinha um corte.
Eu: Cortei-me com o papel antes do almoço. Qual é o problema?
Miguel: Foi com este dedo que tocas-te no sangue…

sábado, 26 de novembro de 2011

Capitulo VIII – O pesadelo os acontecimentos anormais

Demorei algum tempo a adormecer. Estava a pensar no que aconteceu hoje e na aparição da tal Betânia… Tive um sonho muito estranho, estava eu, a Matilde e o Miguel a passarmos pela casa de banho inabitada. A casa de banho inabitada é uma casa de banho que já não é usada desde que os meus pais tinham a minha idade, e com o tempo nunca lá mais foi ninguém. A porta abriu-se a ranger ( tal e qual como nos filmes de terror). 
Apareceu no chau escrito: “vocês e os dois namorados libertaram-me, e agora vão sofrer por causa disso”. O mais assustador é que estava escrito a sangue vivo!
No dia seguinte o Miguel estava á minha espera e á da Matilde.
Miguel: Ângela! Anda cá! Tenho de te contar uma coisa. Tive um sonho muito estranho.
Eu: Também eu!
Entretanto chegou a Matilde.
Matilde: Olá! Vocês nem vão acreditar no que eu sonhei!
Eu disse o meu sonho e o Miguel e a Matilde disseram: eu também sonhei com isso!
Eu: É esquisito termos sonhado a mesma coisa!
De repente a luz foi abaixo. Toda a gente entrou em pânico. Dei a mão ao Miguel e abracei a Matilde. Ouviu-se um relâmpago, e depois outro, e outro até que se deu um enorme, tal e qual como os passos que ouvimos na casa velha.
Eu: O que é isto?
Miguel: Não sei!
Ele abraçou-me e por momentos esqueci-me do que estava a acontecer. Ouviu-se outro relâmpago e eu fui a correr com a Matilde e com o Miguel até á janela. Aquilo estava muito feio. Uma árvore tinha sido queimada.
 O Miguel deu-me um beijo na testa.
Miguel: Está tudo bem não te preocupes.
Começou outra vez os relâmpagos.
Gabriela: O que é isto?
Eu: Não sei! Se soubesse dizia a toda a gente!
Paulo: Não te preocupes, amor.
Gabriela: Abraça-me!
Miguel: Deixem-se de lamechices!
Ouvimos uma risada e a luz voltou. Depois originou-se o pânico.
Director Manuel: Por favor acalme-se, foi só uma tempestade de verão e a risada deve ter sido um aluno a pregar partidas. Voltem ás respectivas salas com ordem.
Essa não era a verdade! 

Capítulo VII - A fuga

Eu: O… que é… que queres… de nós?
Sombra: CALA-TE! Eu odeio a voz das pessoas! Foi essa que me fez morrer!
Matilde: Adeus!
A Matilde agarrou o meu braço e o do Miguel e deu um pontapé na porta, que fez com que ela abrisse e fugimos dali. Já cá fora ouvimos um grito estrondoso da casa.
Já era tarde quando cheguei a casa. Felizmente os meus pais ainda não tinham chegado da casa de férias que eles tinham dito que iam. Convidei o Miguel e a Matilde a virem a minha casa jantar.
Quando chegaram fomos a votos e encomendei uma pizza.
Miguel: Vocês acham que…
A campainha tocou e interrompeu-o. Era o homem das pizzas.
Miguel: Como eu estava a dizer, vocês acham que…
Tocou novamente a campainha. Era o homem das pizzas outra vez a dizer que não tínhamos lhe dado o troco.
Miguel: Vou tentar que mais nada me interrompa, vocês acham que a tal sombra era verdadeira ou era só mais uma das partidas da Gabriela e do Paulo?
Eu: Achas mesmo?! Eles não são suficientemente espertos para construírem um alo grama e um mecanismo que é comandado por um comando que faça com que a porta feche sozinha!
Matilde: Deles os dois, já esperamos tudo!
Eu: Pode ser ela a Betânia!
Miguel: Quem é essa?
Matilde: Foi a vidente que nos disse para termos cuidado com essa tal Betânia…
Eu: Os meus pais devem estar a chegar. Vocês têm de ir.
Miguel: Ok, chau.
Matilde: Chau.

sábado, 19 de novembro de 2011

Capitulo VI – A Noite mal passada e a primeira aparição

Já era noite e nós ainda não tínhamos encontrado a saída.
Encontramos um quarto com duas camas. Uma grande e uma pequena.
 Estavam como novas.
Miguel: Hoje temos de cá passar a noite.
Matilde: Eu e Ângela dormimos na grande ok?
Eu: Pode ser.
Foi uma noite muito mal dormida. Pelo menos para a Matilde, para mim não. O Miguel acordou-me muito cedo.
Eu: Hum… que… é?
Miguel: Eu ouvi passos lá de fora toda a noite.
Eu: Se calhar o Paulo e a Gabriela ganharam consciência e vieram nos buscar.
Ouvimos novamente os passos.
Eu: Matilde acorda! Temos de ir!
Descemos as escadas e vimos que já não estavam aqueles pedaços do tecto e a porta estava aberta.
Eu: Vamos sair daqui!
Apareceu uma sombra a descer as escadas.
Sombra: Vocês não vão a lado nenhum!
Abanou a mão e a porta fechou-se. Aquilo estava a tornar-se assustador e perigoso!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Capitulo V - Deixados para trás

Despedi-me da Matilde e fui com o Miguel. Nós estávamos a tremer de frio, pois a casa tinha vários buracos e havia corrente de ar. A certa altura vimos três portas muito velhas.
Gabriela: Temos de nos separar. Eu vou pela do meio.
Eu: Eu vou pela da esquerda.
Miguel: Eu vou pela direita. Se não encontrarmos nada voltamos para trás que encontrar vem avisar os outros.
Quando abri a porta, vi uma escuridão lá de dentro. Liguei o meu telemóvel, que estava sem rede como os outros, e iluminada pela sua luz entrei. Vi muitas teias de aranha e algumas formigas. Cheguei ao fundo e vi que não tinha saída e voltei para trás. Quando cheguei estava lá o Miguel.
Miguel: Lê isto.
O Miguel deu-me um pequeno papel para as mãos. Era da Gabriela. Dizia : “ Eu encontrei o Paulo pelo caminho, e ele disse que conhecia uma saída e eu fui com ele. PS: Não vou vos dizer qual é! Descubram-na!!!”
Eu: Eu não me acredito! Como é que eles tiveram a lata de nos deixar aqui pendurados, como?! E para mais a Matilde está…
Da porta do meio vimos a Matilde a sair da escuridão:
Matilde: Aonde está o estúpido do Paulo?!!! Ele deixou-me para trás no meio daquela escuridão!
Eu: E a Gabriela também nos deixou…
Miguel: E agora como é que vamos sair daqui?
Eu:Olha que eu não sei…         

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Capitulo IV - Encurralados


Ia-mos a caminho da saída quando ouvimos um estrondo do tecto. Corremos até á porta mas esta estava trancada por fora. Ouvimos outra vez outro estrondo, depois ouvimos mais uma vez, depois mais outra, e outra até que parou num grande. O tecto começou a tremer e caiu um bocado de madeira até desabar metade do tecto. Uma grande poeira levantou-se e vimos que o Miguel tinha ficado preso numa das placas grandes da madeira.
Eu: MIGUEL! Tu estás bem.
Miguel a ser irónico: Claro que estou, só tenho uma tonelade de madeira em cima das minhas pernas! Mas estou bem…
Nos ajudamo-lo a sair e reparamos que, com a derrocada a saída tinha sido tapada.
Matilde: Boa! Só nos faltava esta!
Vimos a Gabriela e o Paulo a descer das escadas e a rirem-se.
Paulo: Vocês deviam ver as vossas caras! Hahaha!
Miguel: Graças a vocês estamos aqui TODOS presos!
Gabriela: Pois… No meu plano não pensei nisso…
Eu: Pois é! Tu não raciocinas bem!
Gabriela: Cala-te! Nós temos é de achar uma maneira de sair daqui!
Paulo: Vamo-nos dividir. Eu fico com a Gabriela e vocês ficos os três no mesmo grupo.
Miguel: Para se encontrarem a saída fugirem e nós ficarmos aqui presos! Não, não! Paulo, tu vais com a Matilde, eu vou com a Ângela e com a Gabriela. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Capitulo III - Coisas Paranormais

Mal chegamos perto da casa senti um arrepio de lá dentro. Tinha as janelas partidas e as paredes com alguns grafitis.
Entramos e ficamos ainda mais assustados do que já estávamos…
Eu: O senhor fantasma está? Quero falar consigo! – mal disse isto começaram todos a rir.
Matilde: Sim, estou cá em cima. – disse ela com voz grave para parecer fantasmagórica.
Miguel: É melhor pararmos com isto. Esta casa é muito velha e se gritar-mos podemos fazer com que o tecto ou outra coisa qualquer caia.
Eu: Miguel… sinceramente… NÃO SEJAS TÃO MEDRICAS!
Miguel: Shiiiiiiiiiiiiiiiiu!
Subimos até ao andar de cima. Tinha muitas teias de aranha e pó. Haviam vários quartos, como se fosse um hotel abandonado.
Miguel: Fixe!
Matilde: Será que esta casa afinal era um hotel?
Eu: O ultimo hotel da… BETÂNEA! – voltamos todos a rir muito alto.
A uma certa altura ouvimos passos do tecto.
Miguel: Quem está aí? Responda!
Voltamos a ouvir os passos, mas desta vez mais alto.
Eu: Isto já não está a ter piada! Gabriela, Paulo são vocês?!
Voltaram a bater, cada vez mais alto sempre a subir até que… parou.
Matilde: Vamos embora… Voltamos noutra altura ok pessoal?
Eu: É melhor…   

Capítulo II - Maus tratos

Ontem, pesquisei na Internet a tal Betânea mas a página disse que era informação privada. Isto está-se a tornar muito estranho…
A Matilde e eu agora somos amigas. Hoje fomos passear e passa-mos por uma casa obscura.
Matilde: A casa velha. Achas que esta é a casa que a Vidente Xana nos disse, ontem, para nos afastarmos?
Eu: Não sei…
Gabriela: Olá falhada!
Eu: Vai dar uma curva, Gabriela.
Paulo: Vê como falas com a minha miúda.
Gabriela: Então, é Marta não é?
Matilde: Não, eu chamo-me Matilde.
Gabriela: Como queiras, tu agora também és uma falhada porque andas com uma. Paulo, faz o que tens de fazer.
O Paulo chegou á beira dela e deu-lhe um murro na barriga. Eu dei-lhe um estalo e disse-lhe:
Eu: Tu já me fazes isto sempre que me cruzo com vocês mas também não tens de magoar os outros!
Paulo: Tu já vais ver. - ele chegou á minha beira deu-me um estalo e deu-me um pontapé na barriga.
Gabriela: Basta! Elas já sofreram muito.
Miguel: O que é que lhes fizeste Paulo?!
Paulo: Isso, corre para a tua namoradinha!
Miguel: Estão bem.
Eu: Eu já estou habituada…
Gabriela: Vamos, Paulo.
O Miguel ajudou-nos a levantar. Passado algum tempo nos já estava-mos sem dores.
Matilde: Queres ir lá?
Eu: Aonde?
Matilde: Á casa.
Miguel: Que casa?
Eu: Nós vamos explicando-te pelo caminho.   

Capítulo I - O Primeiro sinal

Estava na aula quando o Miguel entrou.
Miguel: Olá Ângela!
Eu: Olá Miguel…
Miguel: Como estás?
Como é que o rapaz mais giro da turma me disse aquilo? Como?
Ao meu lado estava uma mesa vazia. Eu não sabia o que era aquilo.
A meio da aula entrou uma rapariga alta e com cara muito jovem.
Professora: Meninos. Esta é a Matilde. Ela é a nova aluna. Espero que a tratem bem.
Ela sentou-se na mesa que estava ao meu lado.
Eu: Olá! Eu sou a Ângela.
Matilde: Olá…
Ela era um pouco tímida e notava-se no olhar dela que estava com vergonha.
Tocou. Saímos todos. O tão esperado fim das aulas desta semana chegou.
Matilde: És a Ângela não és?
Eu: Sim.
Matilde: Podes-me dizer como se vai para a entrada de trás?
Eu: Claro.
Ia-mos a caminho quando vimos do lado de fora uma caravana decorada de roxo. Dizia: “A vidente Xana diz-te o futuro”.
Eu: Queres ir lá.
Matilde: Ok.
Entramos. Aquilo estava só iluminado só por velas.
Vidente: Entrem, entrem! Eu sinto uma forte vibração entre vocês as duas. Tu chamas-te Ângela?
Eu: Sim, chamo-me.
Vidente: E tu és… - ela fechou os olhos e meteu a mão na cabeça - tu chamas-te Matilde.
Matilde: Sim, chamo-me.
Vidente: Ângela. Tu gostas de um rapaz muito bonito da tua turma. O teu amor é correspondido. Matilde. Entras-te agora nesta escola ao lado mas tens uma história do passado que te entristece muito. Vocês as duas afastem-se da casa velha. Mas o destino vai-vos levar lá mesmo se vos aviso ou não. Mas tenham cuidado com ela.
Eu: Ela quem?
Vidente: Com a Betânea! Agora têm de ir.
Eu: Porquê?
Vidente: Porque os vossos pais estão á espera.
Sai-mos do carro e os nossos pais estavam mesmo á nossa espera.
Matilde: Ok, isto está a ser esquisito.
Eu: Será verdade aquilo que ela disse sobre a tal Betânea?
Matilde: Eu não sei!

Personagens:





Este é o Miguel. Foi ele em conjunto com a Ângela que descobriu a Lenda da Betânea e apaixona-se no final por ela.



Esta é a minha personagem. Ela chama-se Ângela. Ela é a rapariga mais corajosa da turma, e uma das mais bonitas também. Tem 14 anos.



Este é o Paulo. Ele está sempre a gozar com a Ângela e namora com a Gabriela.



Esta é a Gabriela. Ela também não gosta da Ângela. Ela é a rapariga mais popular da turma.




Esta é a Matilde. Ela é a melhor amiga da Ângela. Ela acha-se diferente ( no sentido mau) mas ao longo da história vai revelar-se.